O estilo de vida nas coberturas mais luxuosas do país
Por Rafaella Clemenc Del Persio
Nas coberturas ultra-luxo de São Paulo, o estilo de vida transcende a metragem: é um pacote de experiências de design assinado, wellness e tecnologia. Conheça o boom de R$ 52,2 bilhões que redefine a moradia de alto padrão.
Quando a cobertura deixa de ser apenas um imóvel e vira um modo de estar no mundo, a conversa muda de figura. Em 2025, o mercado de o estilo de vida nas coberturas mais luxuosas do país viveu um recorde histórico: R$ 52,2 bilhões em vendas, 10.607 unidades de superluxo comercializadas nas principais capitais. Não é apenas números — é a cristalização de uma mudança radical em como os mais ricos pensam a moradia.
Nas torres boutique de Faria Lima, Vila Nova Conceição e Alphaville, a cobertura deixou de representar apenas área útil e vista panorâmica. Tornou-se um ecossistema: design assinado por estúdios internacionais (Pininfarina, Tonino Lamborghini), piscinas privadas, spas, home theaters, home offices de padrão corporativo, e acesso a concierge de hotel cinco estrelas. O estilo de vida aqui é o produto central, não o adorno.
São Paulo, em particular, é o epicentro dessa transformação. Em 2025, a capital lançou mais de 150 mil apartamentos em 12 meses, com concentração brutal nas áreas prime. E, mais impressionante: entre 2023 e 2026, o segmento de luxo (acima de R$ 5 milhões) valorizou 60% — enquanto o mercado residencial geral avançou apenas 2%. Essa desproporção não é acidental. Ela revela um mergulho profundo de capital global em ativos defensivos, em endereços cuja escassez é estrutural.
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O Descolamento do Mercado de Luxo
O que separa o ultra-luxo do simples "bom imóvel" é a física mesma da exclusividade. Uma torre com oito anda